Ricardo Zonta

Ricardo Zonta

Ricardo Zonta

Atual vice-campeão da maior categoria do Brasil, a Stock Car, Ricardo Zonta é um dos principais nomes do automobilismo brasileiro nas últimas três décadas. Natural de Curitiba (PR), ele foi apresentado às corridas muito jovem por seu pai, Pedro Joanir, que corria em provas regionais no Paraná. Quando completou 11 anos, Zonta ganhou seu primeiro kart e iniciou uma carreira vitoriosa, primeiro nos regionais e em seguida em campeonatos nacionais.

Em 1993, Ricardo trilhou o caminho natural de todo piloto em início de carreira e pulou do kart para uma categoria de base, a Fórmula Chevrolet. Depois de apenas um ano, o jovem piloto estreou na fortíssima Fórmula 3 Sul-Americana, pela tradicional equipe Cesário Fórmula. Sua presença entre os cinco melhores na classificação final do campeonato chamou a atenção da Petrobras, que começava a investir em um programa de automobilismo. Zonta passou a ser apoiado pela estatal brasileira e venceu com facilidade o campeonato da F3 de 1995.

Assim, o caminho natural era partir para a Europa, onde foi defender o time italiano Draco, na Fórmula 3000 Internacional. Já na temporada de estreia, teve um ótimo desempenho, com duas vitórias e o quarto lugar no campeonato. Com todas essas credenciais, o talento de Zonta ficava ainda mais evidente: ainda na F3000, se transferiu para a equipe Super Nova, uma das mais fortes do grid. Diante dos resultados do ano anterior, foi apontado como favorito ao título de 1997. O caminho, no entanto, foi árduo: um colombiano atrevido e muito rápido, vindo da Fórmula 3 da Inglaterra, havia chegado cheio de marra na categoria – um certo Juan Pablo Montoya. Mas o brasileiro tomou o controle da situação e conquistou o título com uma etapa de antecedência.

A essa altura, a Fórmula 1 já estava de olho em Zonta e, no mesmo ano, ele teve seu primeiro contato com um carro da categoria máxima, em teste com a equipe Jordan. Naquela época, o posto de piloto de testes era muito importante e ele foi efetivado para o cargo em 1998, na equipe McLaren-Mercedes, com possibilidades de se tornar titular do time no ano seguinte. Com apoio da fábrica alemã, competiu na equipe oficial da montadora no badalado campeonato internacional FIA GT, ao lado do experiente piloto alemão Klaus Ludwig. Juntos, eles conquistaram o título daquele ano. Até hoje, Zonta é o único brasileiro a conquistar o título mundial da modalidade.

Em 1999, continuou como piloto de testes da McLaren, mas a equipe BAR, que surgia naquele ano, apareceu na vida de Zonta. Ele foi liberado pelo chefe da McLaren, Ron Dennis, para fazer sua estreia na F1 e correr a partir dali, por duas temporadas, ao lado do campeão mundial Jacques Villeneuve. Em 2001, Zonta se transferiu para a Jordan, onde atuou em algumas corridas. Disputou também a World Series, categoria que na época servia como porta de entrada para a F1. Com um carro patrocinado pelo FC Barcelona (o mesmo clube de Messi, Ronaldinho Gaúcho e companhia), dominou o campeonato e conquistou o título com quatro corridas de antecipação. Com a conquista, foi contratado como piloto de testes da Toyota, que defendeu por três anos. Em 2006, passou a defender a então campeã Renault, também como piloto de testes. Em 2007, fez seu último ano como membro de uma equipe de F1.

Após dez anos na maior categoria do mundo, Zonta retornou ao Brasil e passou a competir na Stock Car. Com um investimento cada vez maior na competição, adquiriu sua própria equipe, a RZ Motorsport, que além da Stock Car, atuou no Brasileiro de Marcas, onde Zonta foi vice-campeão, em 2012. Na maior categoria do Brasil, o piloto venceu a badalada Corrida do Milhão por duas vezes, em 2013 e 2020. Desde 2015, corre pela Shell Racing, onde conquistou poles e vitórias e disputou o título de 2020 até a última etapa.

Em paralelo a Stock Car, Zonta disputou a Porsche Endurance Series, onde conquistou, ao lado de Lico Kaesedemodel, o título de campeão brasileiro em 2018. Em 2021, ele defende, pelo segundo ano consecutivo, as cores da Shell V-Power na Stock Car pela escuderia RC, time do chefe de equipe, Rosinei Campos, o Meinha, maior vencedor da história da categoria.